Maitê Proença – Portugal

Não tenho tido, de todo, tempo para escrever aqui. Mas surgiu-me agora mesmo uma notícia de um tal vídeo satirizando Portugal. Não tenho tempo para pôr aqui o vídeo, procurem no youtube por favor.

Vim só partilhar convosco uma ideia que me veio à cabeça:

É curioso que todos os portugueses digam mal disto e daquilo, todos digam mal do governo, da História, do que fazemos, fizemos e vamos fazer. Para nós, tudo corre mal, nada funciona, somos um povo parvo, inculto, irresponsável, etc.

Mas agora que aparece uma brasileira a dizer umas coisitas sobre o país que todos já dissemos, e a mostrar uma ignorância que mil outros apresentadores de televisão portugueses mostraram, o povo revolta-se. E isto é excelente, mostra que apesar de toda a globalização que sofremos, continuamos a ser o povo que era há 200, 400 ou 800 anos. Continuamos a recusar e a repudiar a crítica feita por outros (que não portugueses) ao nosso país. Porque eu tenho todo o direito de dizer mal dos lisboetas porque sou portuense, mas um brasileiro está aqui caladinho. E se abrir a boca para dizer mal do nosso país, tem portuenses, lisboetas, albicastrenses, farenses, vimaranenses, meio país em cima dele.

Assim, por mim essa senhora podia bem ser impedida de pôr os pés cá dentro. Podem dizer que estou a ir contra a minha política esquerdista, mas estou-me a marimbar. Da última vez que reparei, ainda sou português, e até pode vir o pai natal governar este cantinho do mundo que serei sempre português, e vou sempre indignar-me quando um estrangeiro criticar o meu país e a minha cultura.

Obrigado, Maitê Proença, por me fazeres lembrar que afinal ainda estamos em Portugal, que ainda somos como há 30 anos no 25 de Abril: Unidos quando se trata da nossa cultura e da nossa pátria. Sempre em desacordo, mas sempre unidos.

Agora vai embora. Para o teu bem.

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